Tela de Paul Klee


Diamante humano
Segue desvairado em abismos.
Desconhecido mar sanguinolento
Busca passagem no contorno final da saída.
Redemoinho de dobras quentes
Expulsa nave rubra em dor atômica.

Pela intimidade dos sentidos.
Em contrações e gritos
Explodem faíscas radiantes,
Mostrando a claridade que habita.

Projétil que respira e pulsa,
Pedaço de vida infinita,
Navega no barco das almas,
Num desconhecido destino.

Instinto migratório buscando vida terrena,
Sopro divino em espiral eterno.
Fenda de luz mostrando vontades,
Ranhura difusa prepara passagem.

Túnel final de desembarque,
Sopro vivo, sussurros de ondas
Recebido em êxtase pleno
Nos braços da nave-mãe oceânica.

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