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NAVALHAS
Marcos Olavo

Fraudo tudo que acredito agora,
Pensando que vencerei todas as verdades,
Que um dia fizeram partes minhas
E hoje estão sendo vendadas.

Atropelo com o dó da misericórdia
Tudo que aceitava de você,
Embora tenha disfarces enganosos
O meu sentido não me engana.

É por isso que disfarço em te fraudar,
Levando bagagens de mentiras
Pra vender na feira proibida,
Pelo um preço bem barato.

Então me coloco como um malandro,
Distorcendo na conversa os argumentos teus,
E me defendo deles como fosse à navalha
Bem amolada e com um destino certeiro.

Não perco mais tempo em fim,
Eu navego pro Paraguai hoje
Trazendo nas minhas bagagens
As navalhas mais caras.

Pois são cegas aos seus cortes,
Mas usadas pelas mãos certas,
Poderá chegar à parede do coração
Violentando todas as fraquezas.

Sei que isso não é uma defesa,
Mas também posso acreditar
Que nem sempre viverei
Em pró da integridade sua.

Com afobação eu arrumo tudo que criei
Guardando dentro da verdade
Todas as coisas minhas aborrecidas,
Que jamais serão esquecidas.

Eu queimarei na praça algumas lembranças
E outras se fecharão com duas chaves
Que vou enterrar no mar da saudade
Pra eu saber o que se encontra lá
Porque devo ser cauteloso e medroso.

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