Poetas Independentes

Publicando idéias...realizando sonhos !!!

Nós vivemos no corpo,
não vivemos o corpo.
Nossa razão é um piloto,
que não sai da cabine de comando
e não larga do leme.
Nós deduzimos tudo a partir daqui,
nós sofremos tudo a partir daqui,
do leme.

A parte biológica regida pelo sistema nervoso autônomo,
não nos pertence, vivemos alheio a ela.
É uma história que está sendo criada há milhões de anos.
Complexo demais
para que uma simples razão dê conta.
Por outro lado,
o sistema voluntário está regido pelo piloto na cabine.
O piloto acha que tem a solução
e cria inúmeras táticas
para gerar o que se convencionou chamar
qualidade de vida.

Para alçarmos outras etapas, porém,
da nossa evolução como humanos,
precisamos nos abrir
e ir com o corpo
e não ir nele,
determinando o que é melhor.

Até aqui,
tratamos como se o corpo fosse um carro
que você cuida, faz manutenção
e deixa ele estacionado numa cadeira
enquanto o piloto trabalha.

A disputa com a gravidade é inglória,
posso dizer,
e não se dar conta desse detalhe
é fatal.
Caso você não esteja no seu corpo
projetando ele,
a gravidade o amassa, a vida o amassa,
a espiritualidade o amassa.
E nem adianta levar o corpo na academia
três vezes na semana
e achar que isso é o suficiente
para trabalhar a sustentação de um corpo
que lida com a gravidade 24 horas por dia.
Não adianta ir num culto ou numa gira
uma vez na semana e acreditar
que está trabalhando a espiritualidade
e o resto dos dias você está sem espírito.
Não adianta fazer caridade
uma vez no mês
e o resto do tempo ser indiferente.

O Ser,
é 24 horas por dia,
compartimentá-lo em partes distintas
é deixar de ser.

Precisamos estar com o corpo a cada respiração.
Abandonar o leme
e deixar que o corpo guie,
a alma guie
e se colocar presente.

Não há como ousar ser livre
se você não se responsabiliza
a cada instante por sua morada.

Qualquer desvio da estrutura corporal
gera estresse e é um ninho para as doenças.

Como ser feliz
e ao mesmo tempo ser um ninho de doenças?
Como uma pessoa que abandonou a sua morada
ousa dizer ser feliz, espiritualizada e solidária?
Uma pessoa que não honra a sua morada
não pode ser uma pessoa honrada.

Jamais!

Qualquer outra coisa que se fale é mentira.

Quando você se liga ao seu corpo no presente
e imanta ele com sua autoestima,
com sua presença, sua auto-observação e seu carinho.
você cura o seu passado
e conquista a fé no seu futuro.
Aí mora a paz, a harmonia e a felicidade.

Só quando você deixar o passado para trás,
honrar o próprio corpo
e o seu percurso até chegar aqui
que poderá dar o melhor de si,
antes disso,
você está se enganando.

Quando você se libera do passado
e permite que sua alma
vibre em seu corpo,
sem sujeiras, sem dores, sem mágoas,
aí sim,
você ecoa a melodia do Eu Sou.

Rosam.

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Tags: corpo, dores, espiritualidade, o

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